Procura-se

Procura-se

Camila Lima dos Santos

Quase 24 anos

Negra

Gorda (atualmente)

Formada em Produção Cultural

Na Universidade Federal Fluminense

Ama música

Ama comer

Ansiedade e impulsividade convivem e vivem com ela

Gosta da gema do ovo

Ama lasanha

Curiosa, porém a preguiça a atrapalha

Teimosa

Imperfeita que tenta ser perfeita (perante aos olhos dos outros)

Sonhadora (aff, é verdade)

Positiva com tudo ao redor menos ela

Confusa

Preguiçosa (merece uma linha só para ela)

Desinteressante

Desorganizada

Fala alto

Não sabe se impor

Nasceu no Rio, mora em São Paulo mas sua residência é o mundo

Perdida

Enrolada

Sorridente

Ama dançar

Ama água

Ama viver

Por favor, entre em contato.

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Quem sou eu

Quem sou eu quando jogada em um amontoado de gente? Vocês conseguem me ver? Conseguem me perceber ?

Sigo nessa loucura de tentar me encontrar, onde me lanço sem a menor vontade aos encontros com minha adolescência vivida numa bolha onde tudo era planejado. A visão era tão turva que as vezes mal reconheço a minha própria imaginação criado nos tempos de menina.

Tenho a sensação de sempre chegar por último nesses meus encontros. Posso ser a primeira a chegar no rolê, ou melhor, ser a anfitriã deste grande baile (com máscaras ou não ?) e ser a última a se encontrar ou se sentir aconchegante. Nem sei se esse sentimento existe. Pode ser a bolha da bolha estourada, quem saberá dizer ? haha

Mas essa busca inevitável de mim, que mesmo eu correndo atrás dela, de forma equivocada, procuro nas pessoas, nos lugares, nas músicas, nos sonhos – parece clichê, eu sei – tende a me mostrar que está em mim. E fico só no meio de um amontoado de gente.

E me pergunto: quem sou eu?

Mudanças nas mudanças

Tempo. Sempre ele.

Essa semana tive contato com diversos sentimentos diferentes e até novos para mim. É difícil saber lidar e saber entender esse momento. O autoconhecimento é algo incrível e ao mesmo tempo assustador, quando você tem que encara-lo de frente e sozinha.

Me mudei para São Paulo, algo que quero fazer desde meus 15/17 anos. Trilhei meu caminho para que esse desejo se realizasse. Não só trilhei, batalhei para que isso acontecesse. Chego aqui com 23 anos. Super animada pela mudança, que traz diversas novidades!

Até um dia em que estou na casa de uma amiga minha, deitada, de ‘folga’ e me pego colocando músicas de 2012 para tocar. Quando me toquei: ‘gente, as músicas que escuto atualmente são tão diferentes!’. Percebi que a forma como eu via que iria viver São Paulo era totalmente diferente, porque EU mudei. Mas estou descobrindo isso agora, vivendo, me conhecendo, me aceitando ou mudando. E como lidar ?

Como saber como viver São Paulo com a Camila de 2018 e não com a de 2012?

Voar

(vídeo primeiro)

Passado, presente e futuro. Trajetórias que são eternamente ligadas, mas que podem não ser parecidas. Há situações que se perpetuam conosco até que nos façam algum sentido. Mas muitas das vezes é difícil quebrar essa barreira, de olhar a si mesmo e dançar com que temos e somos até nos conhecermos profundamente. Às vezes queremos ser aquilo que refletimos. Outras, queremos ser maiores do que somos. Lutas próprias que diariamente vamos desbravando e nos (des)construindo.

Essa música me despertou algo muito forte e a conheci num momento muito chave que estou passando. Mudanças que estão por vir. O período que se antecede esse momento é quase que pisar em teto de vidro. A sensação que estou é de parecer estar num prédio muito alto (sempre tenho esse sonho), olhando para frente e esperando meu momento de coragem para me jogar e ver que sei voar. Mas qual é esse milésimo de segundo certo para dar esse passo ao nada? Existe timing perfeito? Nos meus sonhos, no final eu sempre consigo. Mas se eu não conseguir aqui, mundo real? Minhas pernas não estão fixas suficientes para isso. Medo paralisa. Mas também me sacode.

Estava há muito tempo sem escrever. Mas acho que foi para me mostrar que posso me transbordar de outras formas. Que posso me descobrir de outras formas. E que posso voltar sim, a escrever. Eu posso tudo!

Vamos voar… Pousar, voar novamente…

Música: Triste, louca ou má – Francisco El Hombre

Silêncio

O silêncio me apavora. A solidão mais ainda. A gente foge enquanto pode mas tem uns momentos que são inevitáveis. 

O medo é que nesses momentos temos acesso a questões nossas que só a gente sente e sabe. Não sei se consigo sustentar nesse silêncio e solidão tais coisas. Me preocupa mais ainda ter a certeza de que é real. 

Ao mesmo tempo, é ótimo, pois estamos sempre na correria da vida, deixando a vida nos levar e não conseguimos seguir conscientemente. 

Ofegante

O dia em que consegui me masturbar. FOR REAL.
Mais uma sábado em que eu não consigo fazer absolutamente nada (nem dormir) para ir descansada, atenta para a aula.  Tive que chegar mais cedo pois tinha que levar uma mala do trabalho. Ok. Durmo 2 horinhas mas acordei atrasada, num jogo de cintura tomei banho e peguei a roupa. Já estava chamando o táxi desesperada. O taxista me liga e eu esbaforida digo para subir pois estava de mala. Ele me pergunta:

Preciso botar gás, sua corrida é longa ? 

Fico pensando no que fazer mas aceito aguardar pois me garantiu que chegaríamos em 30 minutos. Me aprontei para sair apresentável até que pudesse me maquiar no aeroporto. 

Chego ansiosa para saber como foi a experiência dos meus amigos na atividade pratica. No almoço, fico sabendo que foi uma experiência incrível e de grandes avanços. Fico feliz por demais pois vejo que não é sonho se você age para que aconteça. Com isso, meu voo era o último e resolvi não adiantar para conversarmos mais sobre. Sentamos, bebemos algumas e aí comecei a entrar na noia de vir logo com medo de dar muito caro e não conseguir pagar e de ficar bêbada de mais. Eles começaram a achar que eu não estava curtindo, mas longe disso, estava amando real. Enfim, paguei e fui para o ponto de encontro. Fiquei lá aguardando um bom tempo, fazendo pose de boa moça puritana. Acho que não deu muito certo, mas entrei. 

Começou tudo a girar, e estava escuro atrás, pegamos um engarrafamento e quando você tomou algumas cervejas a hora de ir ao banheiro aterroriza um pouco, porque se você vai uma vez, já era, fora que eu tinha hora e não ia fazer o moço parar.

Comecei a segurar o xixi, com toda força. E comecei a girar mais ainda. Olhos fechados e toda a pressão no ventre. SeSentia algo fisgando de levinho entre minhas coxas, bunda  e rapidamente passava a mão em mim nos lugares certo, como se eu conhecesse e estivesse em conexão com meu corpo. 

Prende, respira. Prende com mais força, inspira.  Na medida em que a velocidade do carro se alterava, eu fazia o mesmo com a pressão. Sorria e começava a achar que estava engraçadinho. Solto um riso. 

Saio, meio cambaleando, mas firme. Aguardo a outra missão que tinha que fazer, mas a pessoa estava demorando muito. Resolvi ir ao banheiro para poder esperar com mais calma. Entro, largo as bolsas no chão (eu sei que dá azar no dinheiro) e me posiciono. 
Aah………… E não para de sair xixi, mas dessa vez está tão gostoso, estou ofegante. Saio do banheiro com um sorriso no rosto e com o ventre aquecido. Eu havia gozado. E foi gostoso para caralho. Saí da cabine super orgulhosa, pensando que o brinquedo tinha mudado a minha vida. Secando a mão escuto uma conversa de duas mulheres : a prática é tudo. 

Tenho que concordar com ela.

    Amor preto

    Amor preto cura. 

    Demorei um tempo para assimilar isso. Na verdade, sempre tive esse amor presente na minha vida em diversas situações, mas nunca foi tão significativo (no sentido de entender todo esse posicionamento). É uma pena eu ter perdido esse tempo todo para entender, mas não trabalhamos aqui com arrependimentos. Foi no momento que tinha que ser e me sinto muito grata em poder ter isso comigo. Chegou em um momento de amadurecimento, crescimento e absorção de muitas coisas. 

    Como é bom se sentir acolhida de verdade, você se sentir abraçada por seus ancestrais em diversas formas. Conhecer e me fortalecer no outro, que também se fortalece em mim trazendo essa troca tão linda e tão mágica. Precisamos nos unir em prol da transformação, sem que nos atacar. 

    Me sinto muito grata de estar vivendo isso. Gratidão à minha família, às minhas rainhas pretas (Mari, principalmente você sis!), aos meus amores. Sou porque somos! Ubuntu!